Ataque terrorista em praia da Austrália mata 11
Atentado ocorreu durante celebração judaica em Bondi Beach, em Sydney; 29 pessoas ficaram feridas e autoridades tratam o caso como terrorismo
Um ataque terrorista deixou ao menos 11 mortos e outros 29 feridos na manhã deste domingo (14) na Bondi Beach, uma das praias mais famosas da Austrália, localizada em Sydney. O atentado aconteceu durante a celebração do Hanukkah, tradicional festa judaica, que reunia centenas de pessoas no local.
De acordo com a polícia de Nova Gales do Sul, dois homens armados, vestidos de preto, abriram fogo a partir de uma ponte próxima à praia. Um dos atiradores foi morto durante a ação policial, enquanto o segundo foi preso em estado crítico. As autoridades também investigam a possível participação de um terceiro suspeito.
Entre os feridos estão uma criança e dois policiais, todos encaminhados a hospitais da região. A área foi imediatamente isolada e moradores, comerciantes e turistas receberam orientação para evitar a praia e os arredores.
O comissário de polícia, Mal Lanyon, classificou o episódio como um “incidente terrorista”. A investigação está sendo conduzida por uma força-tarefa antiterrorismo, que reúne a Polícia Federal Australiana, a polícia local e a Organização Australiana de Inteligência de Segurança (ASIO).
Durante as buscas, um veículo estacionado na Campbell Parade, próximo ao local dos disparos, foi encontrado contendo dispositivos explosivos improvisados. Os artefatos foram removidos por especialistas da brigada antibombas e transportados com segurança em um veículo blindado.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um dos atiradores é desarmado por um civil, que conseguiu surpreendê-lo por trás e retirar sua arma antes da chegada da polícia.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou que o país foi atingido por um “ataque terrorista devastador” e destacou o caráter antissemita da ação.
“Este foi um ataque direcionado contra judeus australianos no primeiro dia de Hanukkah. Um ato de terrorismo e antissemitismo que fere toda a nação”, declarou.
Líderes internacionais também se manifestaram. O presidente de Israel, Isaac Herzog, classificou o atentado como um “ataque cruel contra judeus” e pediu ações mais firmes do governo australiano contra o crescimento do antissemitismo no país.
Apesar de a Austrália possuir uma das menores taxas de mortalidade por armas de fogo entre os países desenvolvidos, o ataque causou grande comoção nacional, sobretudo por ter ocorrido em um dos pontos turísticos mais movimentados do país, especialmente aos fins de semana.





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