Justiça suspende licitação do SAMU no RN
Decisão liminar determina paralisação do processo de contratação de médicos para o SAMU 192 e exige manutenção dos atendimentos no estado.
- Por Redação
23/05/2026 - 17h36
A Justiça do Rio Grande do Norte suspendeu, em caráter liminar, a licitação realizada pelo Governo do Rio Grande do Norte para contratação de serviços médicos destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192).
A decisão foi proferida nesta sexta-feira (22) pela 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal após pedido apresentado por uma cooperativa da área da saúde que questionou o processo licitatório.
A licitação tinha como objetivo a contratação de profissionais médicos para escalas de plantões presenciais e ininterruptos do SAMU em diversos municípios potiguares. Com a decisão judicial, o processo ficará suspenso inicialmente pelo prazo de 30 dias, enquanto o caso segue em análise dentro de um Mandado de Segurança.
Justiça determina continuidade dos atendimentos
Apesar da suspensão da licitação, a Justiça determinou que o Estado mantenha o funcionamento regular do SAMU 192 em todo o Rio Grande do Norte.
Entre as medidas autorizadas pela decisão está a possibilidade de retomada da empresa anteriormente contratada, mediante prorrogação contratual dentro das hipóteses previstas em lei.
A decisão também permite que o Governo realize um novo processo licitatório para contratação dos serviços médicos necessários ao funcionamento do sistema estadual de urgência e emergência.
Outra alternativa apontada pela Justiça é a contratação direta dos serviços, com base nas hipóteses de dispensa previstas no artigo 75 da Lei nº 14.133/2021, especialmente em situações consideradas emergenciais.
Serviço essencial de saúde pública
O processo envolve a prestação de um serviço considerado essencial para a saúde pública, responsável pelo atendimento móvel de urgência em diversas regiões do estado.
A decisão judicial ainda autoriza o Governo do Estado a adotar outras medidas juridicamente cabíveis para garantir a continuidade dos atendimentos até o julgamento definitivo da ação.
O caso seguirá em tramitação na Justiça potiguar nos próximos dias e pode ter novos desdobramentos envolvendo a contratação dos serviços médicos do SAMU no estado.




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