Fátima Bezerra entra no radar de Lula e pode assumir ministério no quarto mandato do presidente

Governadora do Rio Grande do Norte é cotada para comandar uma pasta da área social ou de desenvolvimento regional a partir de 2027. Articulações ganharam força após a eleição de seu sucessor, Cadu Xavier.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), passou a integrar a lista de possíveis nomes para ocupar um ministério no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começa em janeiro de 2027. As articulações nos bastidores do Palácio do Planalto apontam para a possibilidade de a petista assumir uma pasta ligada à área social ou ao desenvolvimento regional.
A movimentação ganhou força após o encerramento do segundo turno das eleições, em outubro, e está relacionada à participação da governadora no processo de sucessão estadual e à reorganização política do governo federal.
De acordo com informações publicadas pelo NOVO Notícias, a presença de Fátima entre os nomes avaliados pelo Planalto está associada a dois fatores principais. O primeiro é político: a governadora conseguiu eleger seu sucessor, Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu Xavier (PT), garantindo a continuidade do partido à frente do Executivo potiguar.
Outro aspecto considerado nas articulações é a decisão de Fátima de não disputar uma vaga no Senado Federal. Com o encerramento de seu segundo mandato, a governadora ficará sem um cargo eletivo, abrindo espaço para uma possível participação na administração federal.
Além disso, Lula tem demonstrado interesse em manter uma presença expressiva de mulheres na composição do primeiro escalão do governo.
Relação próxima com Lula fortalece nome da governadora
A relação política entre Fátima Bezerra e o presidente Lula também aparece como um dos elementos que favorecem seu nome nas conversas sobre a futura equipe ministerial.
Em diferentes ocasiões, o presidente fez manifestações públicas de apoio à governadora, destacando sua trajetória política e a resistência diante dos ataques enfrentados durante sua gestão no Rio Grande do Norte.
Durante um comício realizado em Natal, em agosto, Lula afirmou que nunca soltaria a mão da petista. Já em setembro, voltou a elogiá-la ao declarar que Fátima não precisaria de um mandato eletivo para continuar sendo uma liderança importante.
A própria governadora já comentou a possibilidade de integrar o governo federal. Em agosto, durante entrevista a uma emissora de rádio, afirmou que avaliaria um eventual convite do presidente com responsabilidade, mas ressaltou que, naquele momento, sua prioridade era a disputa eleitoral.
Desde o resultado das eleições, Fátima ainda não apresentou um posicionamento público definitivo sobre a possibilidade de assumir um ministério.
Partidos aliados também disputam espaço no governo
A possível indicação da governadora potiguar ocorre em meio às negociações para a formação do novo ministério de Lula.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, iniciou nesta terça-feira (3) uma rodada de conversas com representantes de partidos do Centrão para discutir a composição da Esplanada dos Ministérios e a participação das legendas aliadas na próxima administração.
Entre as reivindicações apresentadas ao governo estão as do União Brasil e do Progressistas (PP), que buscam ampliar sua participação no primeiro escalão.
O União Brasil trabalha para continuar à frente do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, além de reivindicar outro espaço na estrutura federal.
Já integrantes do Progressistas ligados ao deputado Ricardo Barros manifestam interesse em indicar o comando do Ministério da Saúde.
Outros nomes do Nordeste aparecem nas articulações
Fátima Bezerra não é a única liderança nordestina mencionada nas conversas sobre a formação do próximo governo.
O senador Camilo Santana (PT-CE), que já comandou o Ministério da Educação, aparece entre os nomes avaliados para assumir a Casa Civil, uma das principais estruturas de articulação política do Executivo federal.
Outro nome citado é o do senador eleito Rui Costa (PT-BA), ex-ministro da Casa Civil, que também poderá retornar à equipe presidencial.
Já o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), foi mencionado nas especulações sobre o Ministério da Fazenda. Entretanto, ele negou publicamente ter conversado com Lula sobre a possibilidade de assumir a pasta ou sobre questões relacionadas à política econômica.
Nomeação de Fátima ainda não foi confirmada
Apesar das articulações em Brasília, não existe confirmação oficial de que Fátima Bezerra tenha recebido ou aceitado um convite para assumir um ministério.
Também não há definição sobre qual pasta poderia ser destinada à governadora. As possibilidades mencionadas envolvem áreas sociais e de desenvolvimento regional.
Caso a indicação se concretize, Fátima poderá iniciar uma nova etapa de sua trajetória política em Brasília após oito anos à frente do Governo do Rio Grande do Norte.



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