Sargento sul-coreano morre perto da fronteira com a Coreia do Norte; investigação apura o caso

Militar foi encontrado com ferimentos externos em uma unidade do Exército em Cheorwon. Morte ocorre em meio ao aumento das tensões entre Seul e Pyongyang.

Um sargento do Exército da Coreia do Sul morreu nesta segunda-feira (2), após sofrer ferimentos externos em uma instalação militar localizada em Cheorwon, região próxima à fronteira com a Coreia do Norte. A informação foi divulgada pelo Ministério da Defesa sul-coreano.
As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas. De acordo com as autoridades, investigadores militares e civis foram mobilizados para apurar o que aconteceu na unidade militar, situada em uma área considerada estratégica para a segurança do país.
O episódio acontece em um momento de crescente tensão entre as duas Coreias. Em 21 de setembro, três militares sul-coreanos ficaram feridos após explosões de minas terrestres registradas ao sul da Linha de Demarcação Militar, que separa os dois países.
Na ocasião, as Forças Armadas da Coreia do Sul atribuíram à Coreia do Norte a instalação dos explosivos, que fariam parte de um conjunto de medidas de fortificação da fronteira iniciado em 2024. O governo norte-coreano, entretanto, negou responsabilidade pelo episódio.
Até o momento, não há confirmação de que a morte do sargento tenha qualquer relação com os recentes incidentes na região.
Tensão na fronteira aumenta
As relações entre Seul e Pyongyang continuam marcadas por declarações e movimentações militares. Na sexta-feira (30), o assessor de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, afirmou que o governo adotará medidas firmes para proteger a fronteira militar, mesmo diante das justificativas apresentadas pelo governo norte-coreano sobre suas atividades na região.
O Comando das Nações Unidas, responsável pela supervisão da Zona Desmilitarizada (DMZ), também declarou que a presença de uma mina norte-coreana além da linha divisória representa uma violação do armistício que encerrou os combates da Guerra da Coreia.
Diante da situação, Seul cobrou que Pyongyang interrompa os trabalhos de fortificação nas proximidades da fronteira. O governo sul-coreano avalia que essas atividades contribuem para elevar o nível de tensão entre os países.
Coreia do Norte ameaça retomar propaganda sonora
Outro ponto de preocupação envolve a possibilidade de retomada das transmissões de propaganda por alto-falantes na fronteira. Em 21 de outubro, Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un e uma das figuras mais influentes do governo, afirmou que o país ativaria os equipamentos ao longo de toda a fronteira até o fim daquele mês.
Entretanto, informações divulgadas pelo serviço de inteligência sul-coreano na quinta-feira (29) indicavam que nenhuma transmissão havia sido iniciada até aquele momento.
As duas Coreias já utilizaram alto-falantes instalados em áreas próximas à fronteira como instrumento de guerra psicológica, transmitindo mensagens de propaganda direcionadas ao território adversário.
As informações sobre a morte do militar foram divulgadas originalmente pela agência internacional Reuters.



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