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Brasileira de 20 anos era copilota de jato que caiu na Flórida e deixou nove mortos

Foto do escritor: Jhonnathan Malveira
Jhonnathan Malveira
há 5 dias
3 min de leitura

Nathalia Gadelha Filgueiras estava trabalhando no momento do acidente, segundo a família. Jovem conquistou a primeira licença de piloto aos 17 anos e já acumulava experiência na aviação.


Foto: Reprodução/Threads
Foto: Reprodução/Threads

A brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, estava entre os ocupantes do jato particular que caiu na Flórida, nos Estados Unidos, no último domingo (1º). A jovem atuava como copilota da aeronave, que sofreu um grave acidente e deixou nove mortos. A presença dela no voo foi confirmada por familiares à imprensa brasileira.


Filha de brasileiros, Nathalia nasceu e morava na Flórida. De acordo com sua mãe, Camila Gadelha Corteleti, a jovem estava trabalhando no momento da tragédia e não tinha autoridade para tomar decisões relacionadas à operação da aeronave.


Em entrevista à CNN Brasil, a mãe destacou a dedicação da filha à profissão e ressaltou que ela exercia a função de copilota.


O padrasto, Thiago Corteleti, também relatou que Nathalia demonstrava interesse pela aviação desde muito nova. A jovem conquistou sua primeira licença para pilotar aos 17 anos, antes mesmo de obter a carteira de motorista.


Jovem brasileira tinha trajetória de destaque na aviação


A paixão de Nathalia pelos aviões começou ainda na adolescência. Em 2020, ela iniciou os estudos teóricos de pilotagem e passou a dedicar boa parte de seu tempo à formação na área.


Em 2023, a jovem ganhou destaque na imprensa norte-americana após conquistar a licença de piloto particular, aos 17 anos. Na época, ainda cursava o ensino médio na West Boca Raton High School, localizada na Flórida.


Em entrevista à emissora CBS12 News, Nathalia contou que considerava especial seguir um caminho diferente da maioria dos adolescentes de sua idade.


A formação incluiu aulas teóricas, simuladores, atividades práticas e avaliações técnicas. Parte do treinamento foi custeada pelo distrito escolar de Palm Beach County, por meio de uma academia de aviação voltada aos estudantes do ensino médio.


Segundo informações divulgadas pela família à CNN Brasil, Nathalia também havia se formado na American Flyers, uma tradicional escola de aviação dos Estados Unidos, e acumulava mais de 1.300 horas de voo.


Seu objetivo profissional era continuar crescendo na carreira e trabalhar como piloto de companhias aéreas comerciais ou na aviação executiva.


Como aconteceu a queda do avião na Flórida?


O acidente envolveu um jato executivo Learjet 60, que havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. A aeronave realizava um voo particular quando caiu no Condado de Palm Beach, na Flórida.


Após atingir o solo, o avião provocou uma grande explosão e abriu uma cratera na área do impacto. As nove pessoas que estavam a bordo morreram, segundo informações divulgadas pelas autoridades norte-americanas.


Gravações das comunicações entre a tripulação e o controle de tráfego aéreo indicam que o piloto relatou dificuldades durante o voo, incluindo acúmulo de gelo na aeronave e turbulência moderada.


Pouco antes da queda, houve um pedido de emergência. Na comunicação, o piloto chegou a gritar: "Mayday, mayday!", alertando sobre a situação crítica da aeronave.


As autoridades investigam as circunstâncias do acidente e apuram se as condições meteorológicas, incluindo uma possível tempestade e o acúmulo de gelo, contribuíram para a tragédia.


Identificação das vítimas depende de exames de DNA


Apesar da confirmação da família de que Nathalia estava entre os ocupantes da aeronave, as autoridades norte-americanas informaram que a identificação oficial das vítimas poderia exigir exames de DNA.


Joseph Abruzzo, administrador do Condado de Palm Beach, explicou que as equipes responsáveis trabalhavam na coleta e análise dos materiais encontrados no local.

Segundo ele, o processo poderia levar algum tempo, principalmente devido às condições dos destroços provocados pelo impacto.


O investigador Timothy Montville também destacou que um dos principais desafios era retirar os maiores fragmentos da aeronave da cratera formada no local da queda.


O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) acompanha a investigação para esclarecer as causas do acidente.


Itamaraty acompanha o caso


Procurado pela CNN Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou que a família de Nathalia ainda não havia procurado o serviço consular brasileiro.


O Itamaraty, no entanto, afirmou que permanece à disposição para prestar assistência, caso seja solicitada.


A morte da jovem e a trajetória construída desde a adolescência na aviação repercutiram na imprensa brasileira e norte-americana.



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