Paralisação de trens gera revolta na Grande Natal
Usuários da linha Sul denunciam prejuízos, atrasos e falta de transparência da CBTU após quase 15 dias de operação reduzida.
Usuários da linha Sul dos trens urbanos da Grande Natal denunciam prejuízos e cobram respostas da Companhia Brasileira de Trens Urbanos após quase 15 dias de paralisação parcial no sistema.
Com apenas duas viagens diárias em funcionamento, trabalhadores e estudantes enfrentam atrasos, aumento de custos e dificuldades para manter a rotina. A principal reivindicação dos passageiros é por mais transparência e uma solução definitiva para o problema.
A redução no serviço impacta diretamente moradores de cidades atendidas pelo trecho ferroviário, como Nísia Floresta e Natal, especialmente aqueles que dependem do transporte para chegar ao trabalho e às instituições de ensino. Segundo relatos, o número limitado de viagens tornou inviável o dia a dia de muitos usuários.
Atualmente, a operação conta apenas com uma saída às 5h, partindo de Nísia Floresta com destino a Natal, e outra às 18h40, no sentido inverso. Passageiros afirmam que a oferta é insuficiente para atender a demanda.
Revolta cresce nas redes sociais
A insatisfação dos usuários ganhou força nas redes sociais, onde críticas à CBTU se multiplicam. Passageiros classificam a situação como descaso e cobram agilidade na normalização do serviço.
Uma das manifestações de maior repercussão foi feita pela advogada Déborah Araújo, que chamou a paralisação de “reparo eterno” e questionou até quando a população continuará sendo prejudicada. A publicação gerou ampla repercussão entre outros usuários.
Também aumentaram as críticas à suspensão do segundo trem da manhã, que saía de Nísia Floresta às 6h e chegava ao bairro da Ribeira por volta das 7h35. Passageiros defendem que esse horário poderia ser mantido sem comprometer as obras.
Passageiros relatam abandono
Relatos apontam sensação de abandono por parte dos usuários. Uma passageira identificada como Mariele afirma que falta diálogo e respostas claras da CBTU sobre a situação.
Além dos transtornos, muitos passageiros relatam prejuízo financeiro, já que precisaram recorrer a alternativas mais caras, como transporte por aplicativo e vans.
A ausência de uma previsão concreta para a retomada total das viagens também aumenta a insegurança de quem depende diariamente do sistema ferroviário.
O que diz a CBTU
A CBTU informou que a redução na operação ocorre devido às obras de construção de uma nova estação no bairro Cidade da Esperança, em Natal.
Mesmo com a justificativa, usuários cobram planejamento para reduzir os impactos e pedem a divulgação de um cronograma oficial para a normalização do serviço.
Enquanto isso, cresce a pressão popular para que a companhia melhore a comunicação e restabeleça o funcionamento integral da linha Sul.





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